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Por que é importante metrificar seus erros?

Errar faz parte do estudo. O que separa quem evolui de quem anda em círculos é saber onde, quanto e por que erra. Veja como medir os seus erros e transformar o resultado em revisão.

Maicon Taynan

· 4 min de leitura

Todo mundo que estuda para concurso erra. Quem passa também errou, e muito. A diferença não está na quantidade de erros, está no que se faz com eles. Quem só olha a nota final sabe que foi mal. Quem mede os erros sabe onde foi mal, quanto isso custou e o que fazer na próxima semana.

A nota sozinha engana

Imagine duas pessoas que acertaram 70% de um simulado. A primeira errou um pouco de tudo. A segunda acertou quase tudo e perdeu a maior parte dos pontos em uma única matéria. A nota é igual, mas o plano de estudo é completamente diferente. A primeira precisa de revisão geral. A segunda precisa de foco em um ponto só, e provavelmente sobe rápido.

Sem medir, as duas fariam a mesma coisa: estudar mais, de tudo, do mesmo jeito.

O que vale a pena medir

Não precisa de planilha complicada. Comece por quatro coisas:

  1. Matéria e assunto. Não basta "Direito Administrativo". Anote o assunto: licitações, atos administrativos, improbidade. O erro mora no detalhe.
  2. Tipo de erro. Não sabia o conteúdo? Sabia, mas leu errado o enunciado? Caiu numa pegadinha da banca? Ficou em dúvida entre duas e escolheu a errada?
  3. Frequência. Um erro isolado pode ser distração. O mesmo assunto errado em três simulados seguidos é uma lacuna.
  4. Peso na prova. Errar um assunto que cai em duas questões dói menos que errar um que cai em oito. Cruze os seus erros com o conteúdo que a banca mais cobra.

Os quatro tipos de erro

Classificar o motivo do erro muda a solução:

  • Lacuna de conteúdo: você não sabia. A solução é estudar o assunto, de preferência na fonte (a lei, o artigo, a súmula).
  • Erro de leitura: você sabia, mas não viu o "exceto", o "não" ou o "sempre". A solução é treinar leitura atenta, sublinhando os termos que mudam o sentido.
  • Pegadinha da banca: a questão trocou uma palavra da lei, um prazo ou uma competência. A solução é conhecer o estilo da banca e revisar a letra da lei.
  • Dúvida entre duas: você chegou perto. A solução é entender por que a alternativa certa é a certa, não só decorar o gabarito.

Se a maior parte dos seus erros é de leitura, estudar mais conteúdo não resolve. Se é de lacuna, treinar mais questões sem estudar a base também não.

Medir mostra a evolução

Medir os erros a cada simulado cria um histórico. Com ele você vê se aquele assunto que te derrubava em julho ainda derruba em outubro. Isso tem dois efeitos. O prático: você para de revisar o que já dominou e investe no que ainda falta. O emocional: em fases ruins, quando parece que nada avança, o histórico mostra o que já mudou.

Revisar no tempo certo

Um erro corrigido hoje pode voltar daqui a duas semanas. A memória esquece rápido o que viu uma vez só. Por isso a revisão funciona melhor espaçada: rever a questão errada depois de um dia, depois de alguns dias, depois de uma semana e depois de algumas semanas. Cada vez que você acerta, o intervalo aumenta. Quando acerta várias vezes seguidas, o assunto pode sair da lista.

Esse método, conhecido como revisão espaçada, transforma o caderno de erros de um arquivo morto em um plano de revisão com data.

Como colocar em prática

  • Depois de cada simulado, separe as questões erradas antes de olhar a nota.
  • Para cada uma, anote matéria, assunto e tipo de erro.
  • Leia o fundamento da resposta certa: o artigo da lei, a súmula ou a fonte que sustenta o gabarito.
  • Some os erros por assunto e escolha os três que mais custaram pontos. Eles são o plano da semana.
  • Volte às questões erradas em intervalos crescentes até acertá-las com segurança.

Onde a Contraprova ajuda

Na Contraprova, essa contagem é automática. Depois de cada rodada, as estatísticas mostram o desempenho por matéria e por assunto, e a evolução de um simulado para o outro. As questões erradas vão para o caderno de erros, que agenda a revisão de cada uma em intervalos crescentes e mostra, todo dia, o que revisar hoje. E cada gabarito vem com o fundamento, para que você entenda o erro em vez de só decorar a letra certa.

Errar aqui é de graça. Errar o mesmo assunto na prova de verdade é o que custa caro. Medir os erros é a forma de garantir que cada um deles aconteça uma vez só.

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